"Tristes das almas humanas que põem tudo em ordem(...)
E desenham paralelos de latitude e longitude
Sobre a própria terra inocente e mais verde e
[florida do que isso!"
(Alberto Caeiro)
E desenham paralelos de latitude e longitude
Sobre a própria terra inocente e mais verde e
[florida do que isso!"
(Alberto Caeiro)
Há séculos a existência tem sido pauta fundamental de discussões filosóficas e investigações científicas, inúmeras vidas sendo dedicadas à tentativa de traçar uma nítida divisão entre o real e o ilusório. Platão defendia que a existência material era derivada do "plano das idéias", que seria o verdadeiro, enquanto Einstein dizia que a definição de realidade dependia do referencial, sendo, portanto, relativa. Uma realidade paralela ao mundo material foi criada pelo homem, existindo ainda realidades individuais que comportam elementos específicos de cada ser humano. O conceito de real é, portanto, relativo.
Dentre as possíveis "realidades", uma pode ser considerada absoluta, a material, por ser perceptível a qualquer ser vivo dotado de sistema sensorial; a característica material, sabe-se hoje, é devido à aglutinação de minúsculas partículas que se combinam formando a matéria existente.
Por ser dotado de consciência, uma elevada capacidade de cognição e abstração, o homem criou uma porção relativa sobre o mundo físico, representando coisas concretas por meio de imagens, sons, ou uma seqüência de letras e inventando conceitos abstratos como o tempo e os sentimentos.
A realidade individual é, possivelmente, a de caráter mais relativo, posto que implica na junção das experiências pessoais aos outros tipos de realidade, criando, cada indivíduo, um mundo específico em sua psique.
Numa determinada situação, portanto, em que está presente o cheiro de terra molhada, uma pessoa, ao senti-lo, pode lembrar-se da infância, outra, apenas identificar o odor, e alguém que não conheça tal cheiro, simplesmente percebê-lo. Pode-se afirmar, assim, que a realidade é uma composição de partes relativas sobre um mundo concreto, o único absoluto.
Dentre as possíveis "realidades", uma pode ser considerada absoluta, a material, por ser perceptível a qualquer ser vivo dotado de sistema sensorial; a característica material, sabe-se hoje, é devido à aglutinação de minúsculas partículas que se combinam formando a matéria existente.
Por ser dotado de consciência, uma elevada capacidade de cognição e abstração, o homem criou uma porção relativa sobre o mundo físico, representando coisas concretas por meio de imagens, sons, ou uma seqüência de letras e inventando conceitos abstratos como o tempo e os sentimentos.
A realidade individual é, possivelmente, a de caráter mais relativo, posto que implica na junção das experiências pessoais aos outros tipos de realidade, criando, cada indivíduo, um mundo específico em sua psique.
Numa determinada situação, portanto, em que está presente o cheiro de terra molhada, uma pessoa, ao senti-lo, pode lembrar-se da infância, outra, apenas identificar o odor, e alguém que não conheça tal cheiro, simplesmente percebê-lo. Pode-se afirmar, assim, que a realidade é uma composição de partes relativas sobre um mundo concreto, o único absoluto.
